Identidade Reconhecida
O conceito de Identidade pode ser explorado inicialmente através da filosofia. Para o filósofo inglês John Locke, por exemplo, identidade é a qualidade de ser idêntico a si mesmo e diferente dos outros. Em essência é responder a grande questão existencial: Quem sou eu? No contexto religioso a pergunta pode ser modificada para: Quem sou eu em Cristo?
Do ponto de vista psicológico, “quem sou eu?” é uma pergunta que só pode ser respondida através de uma investigação profunda e contínua do próprio mundo interno, da história pessoal e das dinâmicas psíquicas inconscientes. Não há uma identidade fixa e estática, mas sim um processo constante de construção e descoberta.
Partindo do pressuposto que todos passam por conflitos e traumas que resultam em complexos, comportamentos disfuncionais, e uma certa falta de compreensão de quem realmente se é. Comumente a identidade é associada a certos papéis como, a profissão, função no contexto familiar, atividade exercida na comunidade ou ambiente religioso.
Na Bíblia os discípulos de Jesus são convidados a assumir uma identidade maior do que essas atuações.
Nas palavras de Jesus, os Seus discípulos deveriam ser reconhecidos pelo amor na prática.
Nisto todos conhecerão que vocês são meus discípulos: se tiverem amor uns aos outros. João 13:35
Esse amor transcende barreiras sociais, culturais, étnicas e econômicas, unindo pessoas de diferentes origens. Ele impacta profundamente os relacionamentos promovendo perdão, apoio mútuo e resolução de conflitos de maneira misericordiosa.
Individualmente o amor traz completude, propósito e resposta para as questões acerca de origem, essência e valores.
Acima disso, essa identidade se torna um testemunho poderoso do Evangelho para o mundo, atraindo outros a conhecerem a Jesus através do exemplo de seus seguidores.
Compreender a identidade proposta por Cristo suscita a dúvida: minha identidade tem sido reconhecida através do amor?
