Graça que Salva
Todos nós gostamos de acreditar que, no fundo, somos pessoas razoavelmente boas. Comparamos nossas falhas com as dos outros, destacamos nossas melhores intenções e tentamos construir uma imagem aceitável de nós mesmos. Mas Paulo, escrevendo aos Efésios, apresenta uma realidade muito diferente. Ele afirma que, sem Cristo, não estávamos apenas enfraquecidos espiritualmente, mas mortos em nossos pecados. A condição humana não era um problema de falta de informação ou de esforço; era um problema de separação de Deus. Sozinhos, não tínhamos como produzir a vida que precisávamos.
É exatamente nesse cenário que a graça se torna tão extraordinária. Quando não havia esperança, quando não havia mérito, quando não havia nada que pudéssemos oferecer a Deus, Ele tomou a iniciativa. Paulo escreve: “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou…” Essas palavras mudam toda a história. A salvação não começa com a busca do ser humano por Deus, mas com o amor de Deus buscando o ser humano. A graça é a resposta divina para uma humanidade incapaz de salvar a si mesma.
A mensagem do evangelho é que Deus não espera que primeiro consertemos nossa vida para depois nos aproximarmos dEle. Pelo contrário, Ele nos recebe como estamos e inicia em nós uma obra de transformação. A salvação não é uma recompensa para os que conseguem chegar até Deus; é um presente oferecido aos que reconhecem sua necessidade. Por isso Paulo declara que somos salvos pela graça, mediante a fé, e que isso não vem de nós, mas é dom de Deus.

